PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília

  • 03/02/2026
(Foto: Reprodução)
PF abre inquérito pra investigar suspeita de gestão fraudulenta no BRB A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília. O BRB já é investigado em outro inquérito, do caso Master. A auditoria externa começou a ser feita no dia 2 de dezembro de 2025, a pedido da nova diretoria do BRB, que assumiu após a exoneração do então presidente do banco, Paulo Henrique Costa. As primeiras conclusões foram enviadas nesta terça-feira (3) pelo presidente do banco, Nelson Antonio de Souza, ao gabinete do ministro Dias Toffoli, do STF - Supremo Tribunal Federal. O BRB já tinha enviado esse mesmo relatório ao Banco Central na segunda-feira (2) e à Polícia Federal na semana passada. Os documentos apontam para uma informação nova: a de que o dono do Master, Daniel Vorcaro; o ex-sócio do Master, Maurício Quadrado; e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, compraram ações do BRB como pessoas físicas e se tornaram acionistas do Banco de Brasília. São os chamados acionistas sem relevância: não têm poder de voto, porém cada um deles detém até 5% das ações do banco. A compra teria ocorrido na gestão anterior, de Paulo Henrique Costa, que foi afastado judicialmente da presidência do BRB no mesmo dia da liquidação do Banco Master. Não há crime no simples fato de comprar ações. Mas a Polícia Federal decidiu abrir inquérito para saber por que não houve uma compra direta, fácil de rastrear. Segundo as suspeitas, os três investidores aparentemente usaram terceiros, pulverizando a compra a partir de vários fundos. PF abre inquérito para investigar a suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília Jornal Nacional/ Reprodução De acordo com as informações recebidas pela PF, os novos dados indicaram coincidência entre pessoas e fundos envolvidos nas aquisições de ações do BRB e os que participaram das operações suspeitas entre o Banco de Brasília e o Master, entre 2024 e 2025 - já apuradas no primeiro inquérito do caso Master. O BRB afirmou, em nota, que “encontrou achados relevantes que constam da primeira etapa desse relatório” e que “com o intuito de resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos, e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero, o BRB vem adotando inúmeras medidas institucionais, administrativas e extrajudiciais”. A defesa de Daniel Vorcaro disse que a compra de ações foi devidamente registrada, dentro das regras de mercado, e feita com o objetivo de aumentar o capital regularmente aprovado pelo Banco Central. A defesa de João Carlos Mansur declarou que não teve acesso aos documentos. A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, afirmou que só vai se manifestar depois que tiver acesso aos autos dessa nova investigação. O Jornal Nacional não conseguiu contato com Maurício Quadrado. LEIA TAMBÉM Camila Bomfim: PF abre novo inquérito para investigar BRB por suspeitas de gestão fraudulenta BRB x Master: oposição pede investigação e impeachment de Ibaneis no DF; veja argumentos Empresa financeira Fictor, que tentou comprar o Banco Master, pede recuperação judicial

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/03/pf-abre-inquerito-para-investigar-a-suspeita-de-gestao-fraudulenta-no-banco-de-brasilia.ghtml


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