Cliente gastou R$ 30 mil em rede de pneus investigada por golpes
29/05/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil de Mogi das Cruzes realiza operação Chave de Roda
Um cliente chegou a gastar R$ 30 mil em uma unidade da rede “Pneu Z”, investigada pela Polícia Civil por suspeita de aplicar golpes em consumidores em diferentes estados do país.
Segundo a investigação, consumidores procuravam as lojas para serviços simples, como troca de pneus, mas acabavam convencidos a autorizar reparos considerados desnecessários após receberem diagnósticos de supostos problemas mecânicos.
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Uma das vítimas, que não quis se identificar, contou que recebeu uma ligação da loja informando que havia uma peça quebrada no veículo.
“Eles ligaram dizendo que tinha uma peça quebrada no meu carro, logo eu disse ‘não precisa trocar nada, o carro acabou de sair do mecânico’. Quando eu busquei o carro depois da troca de pneus, eu notei um barulho muito forte de metal e tive que devolver o meu carro para o meu mecânico, e lá ele constatou que a peça que estava em perfeito estado foi quebrada”, relatou.
A segunda fase da operação Chave de Roda é conduzida pelo 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes. De acordo com o delegado assistente da unidade, Lyon Ribeiro Silva, os clientes eram induzidos a acreditar que os veículos apresentavam peças quebradas ou faltando, o que resultava em gastos muito acima do esperado.
Empresa é suspeita de aplicar golpes em consumidores em diferentes estados do país
Vagner Nucci/TV Diário
A investigação também aponta prática de venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Segundo a Polícia Civil, clientes só conseguiam trocar pneus se contratassem serviços adicionais, como alinhamento e balanceamento.
A empresa possui 43 unidades no país, de acordo com a polícia. No Alto Tietê, dois franqueados administram 10 lojas, com unidades em Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano, além de cidades do interior paulista e de outros estados, como Santa Catarina e Paraná. O g1 tenta localizar a defesa da empresa.
O inquérito aponta cerca de 20 vítimas no Alto Tietê e mais de 100 em todo o país. Segundo a Polícia Civil, ninguém será preso nesta fase da operação, mas sete investigados serão alvo de medidas cautelares, como afastamento da gestão das empresas e bloqueio de contas bancárias.
Durante as investigações, os policiais identificaram mais de R$ 4 milhões nas contas dos investigados. A polícia também apura se outras empresas do mesmo segmento podem estar adotando práticas semelhantes em diferentes regiões do país.
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